1. O 25 de Abril assinala uma data maior para o povo português que a comemora, em festa, por todo o país, há 34 anos.
Esta data marca o fim de uma ditadura de quase meio século e a conquista de grandes liberdades como a liberdade de expressão e de crítica, a liberdade do povo português se organizar em partidos políticos e escolher livremente os seus representantes para a assembleia legislativa, para a presidência da República, para os orgãos autárquicos e, mais recentemente, para os deputados portugueses na assembleia europeia.
Comemora a liberdade de os trabalhadores se organizarem livremente em sindicatos, de terem direito à negociação de contractos colectivos de trabalho, de terem direito a um salário mínimo, de terem direito a representantes seus dentro das empresas, a um aumento das férias pagas, a horários de trabalho legalmente definidos, a uma diminuição das idades e dos anos de trabalho com direito à reforma, e a uma expansão do sector cooperativo.
Estes direitos foram acompanhados de uma melhoria geral do nível e das condições de vida e trabalho, de uma explosão para melhor nos campos da educação e da saúde, a uma diminuição das taxas de analfabetismo e de iliteracia, a um aumento dos ensinos médio e superior, a uma diminuição de certas doenças, ao estabelecimento de um serviço nacional de saúde.
2. A partir de 1990 cresceu dentro da sociedade portuguesa uma população de trabalhadores imigrantes que hoje constitui uma força estruturante desta mesma sociedade, com um número de pessoas em evolução constante, mas a ultrapassar as 700.000, as quais integram cerca de 6% da população activa, uma contribuição para o Produto Interno Bruto a rondar os 10%, receitas fiscais na ordem dos 25% das receitas fiscais totais do Estado português, e que têm diversificado e enriquecido o património cultural do país de forma evidente.
Por todas estas razões, e muitas outras fáceis de subentender, a liberdade e o bem estar dos portugueses é indissociável da liberdade e do bem estar das comunidades e famílias de imigrantes.
3. Os imigrantes, conscientes que as liberdades e o bem estar despertados pelo 25 de Abril de 1974 estão hoje de novo ameaçados e em regressão, vêm juntar a sua voz, a sua presença e as suas manifestações culturais próprias, a todos os que festejam e reafirmam os valores de Abril.
ABRIL SEMPRE E PARA TODOS!








